terça-feira, 6 de abril de 2010

2€ - Castelo de Berg - Luxemburgo

2€ Comemorativos ao Castelo de Berg

A moeda apresenta a efígie do Grão-Duque Henri e o "Château de Berg", a residência oficial. No topo, é exibido o ano de emissão (2008), flanqueado pela insígnia da casa da moeda e a marca do gravador. A palavra "LËTZEBUERG" encontra-se inscrita na parte inferior do desenho. Na coroa circular externa da moeda figuram as 12 estrelas da União Europeia.

A Revolução Belga havia separado o Luxemburgo dos Países Baixos e dividido o território em dois, minando o controle holandês da fortaleza da cidade do Luxemburgo. O grão-duque Guilherme II pensava em estabelecer uma residência grã-ducal adequada no Luxemburgo, esperando que a divisão do seu tempo entre A Haia e o Luxemburgo pudesse apaziguar a população local, predominantemente católica apostólica romana. Com esse fim em vista, o grão-duque comprou a propriedade do Castelo de Berg do barão Pasquier. Em 1848, o edifício foi reconhecido como a casa exclusiva do grão-duque pela constituição recém-promulgada.

Em 1890, a união pessoal entre os Países Baixos e Luxemburgo terminou, e o novo grão-duque, Adolfo, primo da rainha Guilhermina dos Países Baixos, adquiriu o Castelo de Berg no ano seguinte. O castelo tornar-se-ia a residência do seu filho, o grão-duque hereditário Guilherme, e da sua nora, Maria Ana de Bragança. A grã-duquesa Maria Adelaide, nascida no Castelo de Berg em 1894, viria a tornar-se, em 1912, o primeiro monarca luxemburguês a nascer no grão-ducado.

Em 1906, Guilherme IV mandou demolir o velho castelo e construir um novo no seu lugar, desenhado pelo arquiteto sediado em Munique Max Ostenrieder e pelo arquiteto local Pierre Funck-Eydt. As obras do novo edifício começaram em 1907, tendo sido concluídas em 1911. Tornou-se, então, na principal residência da família grã-ducal.

Durante a Grande Depressão, a família grã-ducal passou por um período financeiro difícil. A grã-duquesa Carlota (Charlotte) procurou um acordo com o governo do Luxemburgo, ao abrigo do qual o grão-ducado alienava algumas propriedades pessoais para o governo, permitindo, porém, que a família grã-ducal as usasse como residências oficiais. Em 1934, tal acordo atingiu o Castelo de Berg, juntamente com grande parte da Floresta de Grünewald; as duas propriedades mudaram de proprietários pela quantia de 40 milhões de francos luxemburgueses, dos quais 20 milhões diziam respeito ao castelo; isto foi visto pelo governo como uma subavaliação (tal como o preço de Grünewald), uma vez que tinham avaliado o castelo em 22 milhões[1].

Durante a Segunda Guerra Mundial, a grã-duquesa Carlota exilou-se com o governo em Londres, sendo o castelo ocupado pela Alemanha Nazi. Neste período, foram roubadas as mais valiosas obras de arte do castelo, sofrendo o próprio edifício importantes alterações para se adaptar ao propósito nazi de reeducar raparigas locais. Após o conflito, o restauro do castelo demorou vários anos, vindo a ser ocupado, somente, em 1964, quando o grão-duque João (Jean) subiu ao trono. Entretanto, a sua família residiu no Castelo de Fischbach, embora este estivesse longe das suas preferências.

O Castelo de Berg é, actualmente, uma das duas propriedades cobertas por acordos semelhantes, sendo a outra o Palácio Grão-ducal, na Cidade do Luxemburgo. O direito dos grão-duques em residir nestes dois palácios está inscrito no Artigo nº 44 da Constituição do Luxemburgo. É habitado, presentemente, pelo grão-duque Henrique (Henri), pela grã-duquesa Maria Teresa e pelos seus filhos.

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- Normal: 1 040 100 moedas
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Banco Central Europeu
wikipedia.org

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